quinta-feira, abril 09, 2015

Metrô em São Paulo, às 18h (e só tende a piorar)



Estação Sé do Metrô de São Paulo (linha Vermelha) às 18h.


Quantas dessas pessoas são servidores públicos?
(estaduais, municipais ou federais)

Quantas destas pessoas poderiam  fazer seu trabalho em suas próprias casas ?
(o já consabido "home-office" das empresas privadas)

Quantas destas pessoas poderiam ter horário flexível 
para desafogar os horários de pico???



Fica a dica aos "visionários":

Geraldo Alckmin, 
Fernando Haddad, 
Dilma Roussef




Amplósculos!

quinta-feira, abril 02, 2015

1º de Abril - Não é cômico. É trágico...

E. na data de hoje (ontem, pra falar a verdade), 
ninguém mais adequado para nos dar boas notícias!
#1deabril




Nheengatu - Disco "novo" dos Titãs...

Gosto quando os Titãs não tentam ser comerciais.  
Eles sabem como fazer, mas, prefiro quando são mais raivosos...
Eles também sabem ser raivosos na medida do "ouvível".
Já são macacos-véios no showbizz...



O conceito é de Sérgio Britto.

Nheengatu, seu útlimo disco (2014) é uma pedrada rock. Aquele tipo de rock-Titãs-de-ser, com guitarras distorcidas, mas clean. Um rock clean, com os instrumentos bem definidos e backing-vocals gritados, acentuando / pontuando as palavras-chave.

Lembrou-me bastante o Titanomaquia, mas menos sombrio. Mais político (há influência das manifestações), mais paulistano (apesar de os integrantes morarem, atuamente, no Rio) e, com algumas inserções de "brasilidade" (uns repiques de caixa em meio às pancadarias).

Meus destaques vão pra:

FARDADO
faixa de abertura, que expressa o que todos gostaríamos de gritar  na cara de um PM cuzão que, ao invés de proteger o cidadão, protege só o patrimônio dos "dotô":

"Você também é explorado, fardado!"




MENSAGEIRO DA DESGRAÇA
Grito de revolta dos humilhados, espalhados pela Avenida São João, Viaduto do Chá e por toda a "Selva de Pedra"... O mensageiro da desgraça está cansado e pronto para a batalha! Vocais lembram Repente; riff de guitarra pesado, combinado magistralmente com os teclados...

REPÚBLICA DOS BANANAS
Bem Titãs. Composta com Angeli. Retrata com exemplos bem reais e divertidos da fauna social brasileira. Reaças, perturbados, pessoas obsoletas etc.

CANALHA (cover de Walter Franco)
Sublime.
O timbre da guitarra de Belotto tá arrepiante.
Balada adulta - e de responsa.

O resto também é muito bom. Ainda tô ouvindo. É tanta música pra ouvir nesses novos tempos tecnológicos... E eu ouvindo dinossauros paulistanos do rock... Bom saber que pararam com aquelas viadagens comerciais...

Prometo escrever sobre outros sons novos, novamente...



Amplósculos

sexta-feira, março 20, 2015

Bar do Magrão (Ipiranga)

Ow! Viram do Ipiranga às margens pálidas
De uma rua sossegada, um bar chocante?

Hehehe... Melhor parar por aqui. Não quero constranger (mais) o meu nobre leitor.

Mas, é isso. Em uma pacata ladeirinha do bairro do Ipiranga podemos encontrar o Bar do Magrão. Famoso, mas não o conhecia. Estava passando por perto e decidi checar.

Bom... Na parte de dentro lembra bastante um pub inglês: escurão, com bastantes penduricalhos nas paredes. O som é bão. Só rock! Na tarde em que fomos, tava rolando uma seleção legal de britpop.

O cardápio apresenta várias tentações-zinhas gastronômicas, mas fomos de Escondidinho de Bacalhau, vencedor do “Comida di Buteco” de 2012 (?), eu acho... O prato é uma delícia! Pequeno pra duas pessoas, suficiente pra uma pessoa com fome (caro pra uma pessoa sozinha também). Mas, é feito com ingredientes excelentes (o purê é macio, amarelinho, viscoso e muito gostoso) e na hora. Peça pão.

Olha o menino aí.

Outro forte do bar são as cervejas importadas. A carta é extensa. Tem cerveja do mundo todo. Os preços são salgados, mas valem a piração! (dica aos mãos-de-vaca: tem Serra Malte por R$ 10 pilas).

E o melhor: Há mesinhas charmosas do lado de fora!


Resumindo: Tá no Ipiranga? Então curta a combinação: rua tranquila, ambiente lúdico, rock do bom, comida bem feita e brejas all over the world.

Ciclofaixa e o MP

Ontem (19 de março de 2015) tive conhecimento de uma das notícias mais broxantes do universo:  Ministério Publico de São Paulo BARRA as obras das ciclofaixas, pedindo "estudos sobre impacto no trânsito".

Sei.
Nem pra Shopping Center Faraônico eles pedem esses estudos. 
Isso só pode ser maldade (ou raivinha política) pura.

É claro que precisa de estudo. Mas, não tem muito segredo. É simples. As ciclofaixas precisam passar por vias principais. Não adianta fazer ciclofaixa em lugares que não chegam aos polos principais (de trabalho, lazer etc.) da cidade.

A maioria das ciclofaixas que eu vi, passam por onde antes havia carros estacionados. Ou seja, não era uma via de tráfego de carros. A promotorazinha caipira do MP quer tirar as ciclofaixas pra dar estacionamento pra carro? 

É muito egoísmo! Tudo por um meio de transporte INDIVIDUAL (a imensa maioria dos carros leva apenas uma pessoa), que POLUI o ambiente, que queima gasolina, que estraga a paisagem da cidade, barulhento, que cria o caos, que toma espaço das vias e que, sobretudo, mata.


Ué. Mas não houve estudos para a implementação das ciclovias!
Será? Você pode afirmar isso? Houve estudo para a implementação das ruas? Das calçadas? As mãos das ruas são as apropriadas pra você? E pro seu vizinho? E pra um turista? E pra empresa do outro lado da rua? Posso citar dezenas de ruas, pontes, viadutos ridiculamente mal planejados.


Elas atrapalham o trânsito!!!
Em primeiro lugar, VOCÊ é o trânsito. Numa cidade sem metrô (do tamanho que uma metrópole do porte de São Paulo precisa), as pessoas procurarão o carro. Matemática simples: a frota de carro sempre irá aumentar. As ruas não. Em um certo momento, NÃO HAVERÁ MAIS ESPAÇO para carros. E a culpa não é da ciclofaixa, babe.


Não tem ninguém na ciclofaixa...
Será? Será que não tem ninguém porque o fluxo é mais rápido? Será que não tem ninguém porque é uma via nova, que AINDA não interliga tudo?

Há ruas e calçadas por onde também passam poucas pessoas. E daí? Vamos apagá-las do mapa?

E, mesmo que não passe UMA SÓ BICICLETA em determinado trecho, o DESCANSO VISUAL proporcionado já compensa  qualquer coisa. Veja este trecho do centro de SP: onde havia uma fileiras de carros, kombis, motos estacionadas escondendo as ruas, as casas, os prédios históricos, podemos ver o horizonte - mesmo que sinóptico...

Alívio para os olhos... 
(Antes da ciclovia, havia pencas de Kombis 
e motos estacionadas neste trecho)


Poluição visual também é uma questão de saúde, sabiam??


Às vezes me dá impressão que o CARRISTA (dono-de-carro), não tá nem aí pra cidade. Ele só pensa em chegar. Pensa apenas em seu carro e em chegar ao seu destino. Pouco importa a paisagem, seus conterrâneos, a poluição visual e sonora que proporciona:
"Preciso chegar. Depois, reclamo da falta de humanidade da cidade. Preciso trafegar. Depois vou pra Amsterdam caminhar, andar de metrô, achar tudo lindo... E pagar pau pra ciclofaixa de Berlim também!”

E volta pra cidade. Pra cidade não. Pro seu carro. Pois tem nojo de andar pela cidade. Porque só tem mendigo, sujeira e ladrão. E abandono (de quem?). E passa as férias em outro lugar.



A caipiragem carrista (que parou nos tempos do JK, “carro é progresso, é status”) inimiga das ciclofaixas está dando um tiro no pé. Vão contra o curso natural da História das grandes metrópoles. Ao pensar que estão atingindo um partido político, dão papelão. Serão marcados como "paladinos do atraso". 

Os ciclistas não são ciclistas por política. Mas, por consciência ambiental / ecológica, por vontade de cuidar do corpo e sobretudo, da cidade. Há petistas, tucanos, ricos, pobres, onanistas...

Vamos acompanhar o resultado dessa escrotidão-mór proporcionada pelo MP tucano. Ops... paulista.


Amplósculos

Ocupação de São Paulo, Haddad, meu sumiço...

E o Sampaboemia teve mais uma grande estiagem de conteúdo...
Aaaah, deu preguiça. Fiz outras coisas. Namorei, me mudei, casei.
E o mundo continuou a girar...



Em 2013 tivemos a chamada "Revolução de junho" (em 2013), onde o povo brasileiro, FINALMENTE, foi às ruas protestar contra a situação do país!
No começo, a imprensa chamou todo mundo de "vândalo"... Depois que percebeu o apoio da opinião pública às manifestações (e que seus repórteres eram alvejados por balas de borracha nos olhos), "abraçou" o movimento...

Aliás, nosso-sempre-na-vanguarda-blog deu um FURAÇO de reportagem na divulgação dos atos de junho: quando da passeata do Movimento Passe-Livre contra o aumento nas tarifas de ônibus (embrião de todas as outras manifestações), este escritor que vos escreve estava num bar, no centro da cidade, e viu a galera passar "cantando coisas de amor", entre outras... Registrado e fotografado aqui...

Em 2014, rolou Copa do Mundo no Brasil (muito boa, por sinal, apesar dos 7 a 1) e Paul McCartney!!!

Tenho que confessar que, quando comecei a escrever este blog, era mais empolgado com a cidade, suas joias culturais, sua night.

Mas, não dá pra viver nesta ilha de alienação. Moro aqui e quero ver a cidade melhor.
Ainda acho São Paulo foda... Mas, como diria Tom Jobim sobre o Brasil, não é uma cidade "pra principiantes". Tem que ter bolas: Violência, mendigos, lixo, problemas de mobilidade, gestões desastrosas, vereadores inúteis, classe média que só pensa em seu carro, seus shoppings...

Acredito que a única saída para este caos é o paulistano abraçar sua cidade. Fugir de "aquários-humanos" como shoppings, automóveis, condomínios etc. (assunto também abordado aqui).

Esta sempre vai ser a bandeira do Sampaboemia:
Povo na rua - Gente de bem, do bem, de bens ou sem bens nas ruas.Só assim pra melhorar tudo.

Tô curtindo o (prefeito) Haddad. Acho que entre muitos erros, ele tem se destacado por atitudes que visam colocar o paulistano em contato com sua cidade.
Parece-me que, antes de querer resolver os problemas por decreto, ele quer tornar a cidade mais humana. Ou, pelo menos, mais aprazível. E nisso, concordamos: quanto mais gente na rua, mais a cidade é cuidada. Menos chances para as pessoas fazerem coisas erradas.Povo na rua inibe o vandalismo, o crime e estimula o esmero para com a cidade.

Redundância é meu nome.
Hehehe... Mas, sigamos.

Em 1º de fevereiro de 2015, a Prefeitura inaugurou um dos maiores corredores de arte urbana da América Latina. Pra muitos parecerá bobagem (ou desperdício de dinheiro), mas a arte de rua é necessária numa cidade onde o cinza predomina. Não temos paisagens naturais?

Façamos as nossas, com muitas cores, para deliciar nossos olhos e estimular nossas mentes. Prestigiando artistas talentosos que acabam sendo marginalizados por pensamentos pastranos.

 (Mural de grafite feito por 200 artistas em SP (Foto: Heloisa Ballarini/Divulgação Prefeitura de SP).


A ciclofaixa, projeto corajoso (e antenado com metrópoles do resto do mundo) confronta o mais nervoso espécime de paulistano - o CARRISTA
(hehehe, acabei de inventar este nome para os donos-de-carro").
Ponto para o prefeito: Não há mudanças sem desconfortos...

Além de estimular o uso da bicicleta - transporte saudável para seu usuário (exige condicionamento físico) e pra sociedade (não polui) - as ciclofaixas já são, ao meu ver, uma jogada vitoriosa: mesmo não seja utilizadas por ninguém, elas já proporcionam um descanso visual sem precedentes. Demove fileiras de carros que antes estavam escondendo as ruas, as casas, as pessoas e  o horizonte - mesmo que sinóptico.

Entre outros tiros certeiros estão a criação da Controladoria Geral do Município que bate de frente com os fiscais corruptos da própria prefeitura, o Plano Diretor (que isenta de impostos empresas que queiram se instalar na ZL;  visa concentrar áreas comerciais em lugares servidos por transporte público, entre outra centena de políticas de planejamento), o "Braços Abertos" (programa "humanizador" de redução de danos na Cracolândia,  o  "Centro Aberto" (política veemente de estímulo de ocupação dos espaços públicos pela população), licitações para troca da iluminação pública e para o aterramento dos fios elétricos etc.

Criou regras para a comida de rua, estimulando os Food Trucks, e dando mais segurança aos consumidores, oficializando as questões sanitárias etc.

Os Parklets são outro descanso visual em detrimento do carro. Pequenas ilhas humanas de descanso, que ocupam a vaga de dois automóveis estacionados.

Os ônibus noturnos também conversam com as principais metrópoles do mundo. Quem já tomou um Night Bus em Londres sabe a ajuda que eles dão de madrugada.

Acredito que ele tenha errado em bastantes coisas (os ônibus continuam desconfortáveis e  ineficientes, a SPTrans coleciona atitudes incompetentes) , mas não se pode negar que ele pensa pra frente, na humanização da cidade, sempre se baseando nas principais metrópoles do mundo. Bom, em dois anos, ele já fez mais do que o ridículo do Kassab em, sei lá, sete anos ?

Espero que tudo melhore pra minha amada SAMPA...
Vou tentar postar mais. Sobre lugares legais. Baladas. Mas, não faltarão reflexões também.

É o meu blog, pô. Hahahaha!

Amplósculos






OBS: Textos didáticos sobre o momento de Haddad em SP...


Admito: estou apaixonado por Fernando Haddad, de Leandro Pereira
http://umapera.com/2014/09/02/admito-estou-apaixonado-por-fernando-haddad/


A Virada Civilizatória de Haddad, de Guilherme Wisnik (Folha)
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1521429-guilherme-wisnik-a-agenda-de-haddad-para-o-futuro.shtml?fb_action_ids=10204648350586272&fb_action_types=og.recommends&fb_source=feed_opengraph&action_object_map=%7B%2210204648350586272%22%3A707315309324332%7D&action_type_map=%7B%2210204648350586272%22%3A%22og.recommends%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

Caro Fernando Haddad, Antonio Prata (Folha de SP)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/179970-caro-fernando-haddad.shtml

quinta-feira, janeiro 15, 2015

terça-feira, novembro 04, 2014

Generais Generalizarão...

Em tempos separatistas, de ódio, de pobre direitista, de esquerdista caviar, de generais e generalizações, precisamos limpar a barra de muitos paulistas e paulistanos que estão pagando pelas imbecilidades de alguns... 



quinta-feira, setembro 11, 2014

Comida Djapa...

"No salão circulam bandejas cheias de sushi"
Esta foi a frase que me pegou.

Sou um "conhecedor" da culinária japonesa acima da média. Prefiro o atum ao salmão, conheço outros tipos de pratos que não os popularizados nos rodízios, do final dos anos 90 pra cá.
Estudei em escola japa. Era o único gaijin (não-japa) da turma, então, nas excursões, babava com as "bentôs" (marmitas japas) que os meus amiguinhos levavam. 
"Sato, quer trocar esse seu lance colorido de arroz pela minha torta de frango?"
Aprendi tudo muito cedo. Comia sushis variados nas casas de meus amigos desde os anos 80, quando só tinha restaurante japa na Liberdade...

Tudo isso pra dizer que sei reconhecer um japonês foda. 
E sei reconhecer um engana-trouxa. A diferença entre um foda e um "foda bagarai" eu ainda vou descobrir. Quando ganhar mais dinheiro. Pois, sei que os "fodas bagaraio" não servem rodízio. Só à la carte. E são caros bagaraio.

De qualquer forma, curto FARTURA. 
"No salão circulam bandejas cheias de sushi"

Bora pro novo Djapa. Hehehe... curti o nome.
Chegando lá, salão enorme, luz indireta, bar imponente, mesas descoladas.
Eu e minha companhia discutimos se o restaurante era mais a cara da "esquerda caviar" ou "direita coxinha"...

"Acho que direita coxinha: É imponente. Denota sucesso, poder, vitória! Uma pessoa "desarrumada" não entra aqui. Ou uma  pessoa que finge ser desarrumada.
Esquerda caviar gosta de restaurante pequenino, bistrozinho francês..." 
Rimos com animação.

"Tem Cerpa, mas acabou? 
Sussa... Stellinha, então..." 
(seguimos com o jogo).

O que podemos falar do serviço?

Olha... 
Pelo fato de a casa estar abrindo neste mês, o serviço está muito atencioso. O dono roda as mesas perguntando se tá tudo bem. 
Os garçons brigam entre si pela nossa atenção mas, são um pouco confusos.
Nenhum é oriental (bom, já esperava por isso pelo nome engraçadinho do restaurante), ou seja, se você faz uma pergunta mais "fora da caixinha", eles dão um tilt. Mas, têm muita gana de vencer.

Um ponto forte do restaurante são as entradas: ostras fresquinhas (pra mim, um diferencial importante), salmão grelhado com shimeji e abacaxi no papel alumínio, carpaccio de salmão, ceviche (excelente) etc.




Sou tarado em camarão. Camarão é vida. Camarão é a barata-do-mar do Amor.
Logo, sempre pergunto de cara se tem sushi e/ou temaki de camarão.

"Ok, eu vou querer um temaki de camarão. SEM cream cheese."

Não é preciso explicar que cream cheese é das maiores aberrações da natureza, né?
Na torrada, é passável. Na culinária japonesa, NUNCA.

Segue o jogo.

Um garçom diferente nos trouxe o temaki. Aberto. Aberto? Aberto!
A alga esticada no prato, um bolo de arroz e um bolinho de camarões no vapor em cima. Porra. Achei legal a valer!
Foi assim que comi temaki pela primeira vez, antes de virar modinha. 
"Temaki" quer dizer "feito com a mão", "enrolado com a mão"ou algo do tipo. 
A alga vem bem mais fresca deste jeito. Curti.

Volta o primeiro garçon: "Vish, veio aberto? Mas, eu lancei fechado"
E eu: "Sem problemas! Eu gostei bastante. Vê outro pra mim, deste jeito, aberto!"
Veio fechado...

Apareceu outro garçom, de terno (o chefão?): "Está faltando alguma coisa?"
3 minutos depois, o primeiro garçon: "Aquele de terno fica nos cobrando rapidez, mas não faz nada."

Pensamos: "Há uma tensão no ar"
(segue o jogo... e o empanturramento)

A grande decepção da noite foram os sushis. 
"No salão circulam bandejas cheias de sushi", dizia a revista. 
Mas, era uma variedade tosca. Um uramaki, um skin meio capenga, um oniguiri de atum sem cor e muito salmão, Djô etc. E, as bandejas só continham esses tipos de sushi, ou seja, uns cinco.

No cardápio, esta foto atiçava nossas imaginações:




Fui seco: "Por favor, eu queria um desse de polvo, esses de ovas e zás e..."
Eis que o garçom me interrompe com a pérola da noite:
"Senhor... vou falar a verdade pro senhor... essas fotos são meramente ilustrativas. Nós não servimos esses sushis. Apenas os que estão rodando nas bandejas."

Por dois segundos nos entreolhamos (eu e minha companhia), num mix de desespero, raiva e acesso de riso:

"Hum... entendo..."

Vai... O saldo foi bom.
Temakis bons (abertos). Sushis mais ou menos (se pedir com jeitinho, ele traz oniguiris de camarão), entradas excelentes e sashimis médios. Se for esperando a variedade absuuurda que a frase "No salão circulam bandejas cheias de sushi" atiça, esqueça.
Mas, dá pra pirar muito nos complementos. E rir bastante com os garçons! São esforçados, atenciosos, educados e fanfarrões.

Ah, e tem mousse de Suflair ®  de sobremesa.

Amplósculos.

quarta-feira, abril 16, 2014

Matutinas da Manhã



cliente: "Garçom, este suco de melancia está com açúcar. Eu pedi sem."
garçom: "Hum... Ok., vou lá trocá-lo pro Sr."

- 37 segundos depois...

garçom: "O rapaz dos sucos disse que tá sem açúcar mesmo... é que a melancia é novinha, acabou de abrir..."
cliente: "Tá bem doce, né? Se eu tiver um infarto aqui, você me leva pro hospital, ok?"
garçom: "Hum... Ok., vou lá trocá-lo pro Sr."

-------------------------------- 

cliente: "Olha só! Vocês trocaram o cardápio! Ficou legal o lay-out novo... Mudaram muita coisa?"
garçom: "É... Tá mais fácil de ler... e mudaram os preços também!"
cliente: "Isso explica porque tá vazio aqui hoje..."
garçom: "Não, não... É o friozinho que tá espantando a galera, hehehehe..."